Protesto fecha maioria dos terminais de ônibus de SP

Protesto fecha maioria dos terminais de ônibus de SP

 

 

Fila de ônibus se forma na avenida Nove de Julho, região central, durante paralisação de motoristas e cobradores, em São Paulo. Os profissionais reivindicam reajuste salarial. Eles pediram reajuste de 20% para este ano, mas receberam uma contraproposta de 7,21% Nelson Antoine/Frame/Estadão Conteúdo

Pelo menos 29 dos 32 terminais de ônibus da cidade de São Paulo estão bloqueados pelo protesto de motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista. A informação foi confirmada pela SPTrans, empresa municipal responsável pelo gerenciamento do transporte coletivo. Também há coletivos parados em vias da cidade, como a avenida Nove de Julho.

 

Marcada para ter início às 10h desta terça-feira (12), a paralisação teve início 15 minutos antes no terminal Dom Pedro 2º, na região central. Um ônibus foi estacionado na saída do terminal para impedir a saída dos demais coletivos. De acordo com a “Folha de S.Paulo”, o último ônibus conseguiu sair do terminal Bandeira, no centro, às 10h03. Entre outros terminais paralisados, estão Princesa Isabel (centro); Cidade Tiradentes, Carrão, AE Carvalho, São Mateus e Sapopemba (zona leste); Lapa e Pinheiros (oeste); Cachoeirinha e Casa Verde (zona norte); Capelinha, João Dias e Santo Amaro (sul).

 

O Sindmotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo) decidiu fazer uma paralisação de duas horas – portanto, a expectativa é que o serviço comece a ser normalizado às 12h – em protesto contra a proposta de reajuste salarial das empresas de ônibus, que ficou muito abaixo da esperada pela categoria.

 

Os profissionais pediram reajuste de 20% para este ano, mas receberam uma contraproposta de 7,21%. Outras reivindicações são a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 2.000, contra os R$ 600 oferecidos pelas empresas; um aumento maior no vale-alimentação, que subiu de R$ 16,50 para apenas R$ 17,89; e a adição de adicional de insalubridade de R$ 78,80.

 

Atualmente, o Sindmotoristas corresponde a 43 mil funcionários. Todos os terminais da cidade vão parar nas duas horas. Os funcionários de manutenção dos ônibus, porém, deverão interromper as atividades por uma hora a mais, das 10h às 13h. A concentração do protesto será no terminal do Parque Dom Pedro 2º, a partir das 9h30.

 

Caso não haja avanço nas negociações, haverá uma nova assembleia na quinta-feira (14) para decidir por um movimento maior de paralisação.

 

 

Outro lado

 

Em nota, o SPUrbanuss (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo) afirmou que considera “intempestiva” a manifestação desta terça-feira e diz que poderá “ocasionar sérios transtornos à mobilidade dos paulistanos e, em especial, dos passageiros dos ônibus”.

 

O texto diz ainda que as empresas concessionárias associadas ao SPUrbanuss farão “todos os esforços para manter a operação normal dos ônibus”, seja tentando evitar a paralisação ou exigindo que se cumpra a Lei de Greve, que garante a operação de, no mínimo, 50% da frota nos horários fora de pico e 80% nos horários de pico.

 

Outro protesto

 

Outra manifestação de trabalhadores do setor de transportes é realizada no centro de São Paulo. Funcionários da Reserva Técnica Operacional da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), de micro-ônibus intermunicipais de São Paulo, bloqueiam duas faixas da rua Boa Vista, em frente à Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo. Eles protestam contra uma medida judicial que impede a circulação desses veículos na região da Bacia de Juqueri (Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha e Mairiporã).

 

 

fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/05/12/onibus-comecam-a-parar-por-duas-horas-em-sp-envie-seu-relato.htm